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Justiça decreta falência do Grupo Bigolin, lacra lojas e bloqueia bens

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A Justiça decretou nesta quinta-feira (14) a falência do Grupo Bigolin, que atua há mais de três décadas em Mato Grosso do Sul. A decisão do juiz da Vara de Falências e Recuperações Judiciais, José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, é o desfecho de um pedido de recuperação judicial que nasceu em 11 de fevereiro de 2016.

Naquela ocasião, a empresa informou que tinha dívidas de R$ 54 milhões. A justificativa foi o aumento da concorrência, que resultou na redução dos preços, investimento pesado em merchandising e redução de projetos de moradia, como o programa Minha Casa, Minha Vida.

Neste cenário, a Bigolin recorreu a empréstimos em instituições financeiras. A recuperação judicial, medida que cria um plano de ação para evitar a falência, foi deferida em 17 de março de 2016.

De acordo com o juiz, a situação financeira do grupo só fez piorar, mesmo com ações e execuções suspensas por três anos. Relatório do administrador judicial mostra endividamento de R$ 88 milhões em 2017, demora em fornecer informações financeiras, além de alienação de um imóvel de valor expressivo sem avaliação de peritos.

A decisão também aponta que em vez de poupar para pagar credores, recursos são retirados para pagamento de pró-labore aos sócios, o que aumenta o endividamento do grupo. No ano de 2016, o lucro bruto de R$ 234.652,71 foi consumido em despesas gerais (R$ 110 mil) e pró-labore (R$ 197 mil).

A administradora destaca que o grupo, com um passivo de R$ 1 milhão, pagou R$ 365 mil em 2016 e 2017 aos sócios. “Analisando-se todo conteúdo do presente processo de recuperação de empresas, com o devido respeito aos entendimentos em contrário, chega-se a conclusão, sem nenhuma dúvida, que a falência deve ser decretada”, afirma o magistrado.

O juiz decretou a falência de cinco empresas do grupo: Ângulo Materiais de Construção e Serviços, Bigolin Materiais de Construção, Casa Plena Materiais de Construção, D & D Comércio, Construção e Serviços e Nara Rosa Empreendimentos Imobiliários. A Justiça manteve a empresa Pradebon e Cury como administradora, determinou bloqueio de imóveis, veículos e conta bancária. As lojas foram lacradas nesta quinta-feira.

Defesa recorrerá ao TJ contra decisão que decretou falência da rede Bigolin

A defesa do Grupo Bigolin, cuja falência foi decretada nesta quinta-feira (dia 14), vai apresentar recurso ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) contra a decisão. “Estamos analisando a situação, todas as nuances e vamos tomar as medidas cabíveis”, afirma o advogado Lucas Mochi.

O juiz da Vara de Falências e Recuperações Judiciais de Campo Grande, José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, decretou a falência, mandou lacrar as lojas e determinou bloqueio de imóveis, veículos e conta bancária do grupo.

O pedido de recuperação judicial, uma medida que cria plano de ação para evitar a falência, foi apresentado em 11 de ferreiro de 2016, quando a empresa apontou dívida de R$ 54 milhões. A recuperação foi deferida em março daquele ano, com a nomeação de administrador judicial.

Conforme relatório, em 2017 o total do endividamento já havia saltado para R$ 88 milhões. De acordo com o juiz, a situação financeira do grupo só fez piorar, mesmo com ações e execuções suspensas por três anos. Relatório do administrador judicial mostra endividamento, demora em fornecer informações financeiras e alienação de um imóvel de valor expressivo sem avaliação de peritos.

A decisão também aponta que em vez de poupar para pagar credores, recursos são retirados para pagamento de pró-labore aos sócios, o que aumenta o endividamento.

O juiz decretou a falência de cinco empresas do Grupo Bigolin: Ângulo Materiais de Construção e Serviços, Bigolin Materiais de Construção, Casa Plena Materiais de Construção, D & D Comércio, Construção e Serviços e Nara Rosa Empreendimentos Imobiliários.

CRISE

Com um montante de R$ 54,7 milhões em dívidas, a Bigolin ingressou com pedido de recuperação judicial em março de 2016. Segundo nota divulgada pela rede na época, o processo de recuperação tinha como objetivo de ajudar a superar “a crise econômico-financeira da empresa, para garantir a manutenção da sua capacidade produtiva, dos empregos e dos interesses dos credores, promovendo a sua preservação, a sua função social e o estímulo à atividade econômica”.

Em decorrência da divergência de valores de débito e da inclusão de novos credores após a apresentação do plano de recuperação, a dívida aumentou para R$ 59,2 milhões, mas no mesmo ano o grupo conseguiu baixar o valor do débito para R$ 54,7 milhões, após revisar os valores com parte dos 754 credores (entre bancos, fornecedores e ex-funcionários da rede). A Bigolin também tentou angariar recursos por meio do leilão de seu antigo centro de distribuição, situado no anel rodoviário de Campo Grande e então avaliado em R$ 15,5 milhões, mas o certame não teve interessados.

A Bigolin nasceu no Rio Grande do Sul em 1955 e está em Mato Grosso do Sul desde 1982, contando com unidades espalhadas também por São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Até 2016, a rede mantinha seis lojas abertas no Estado, quatro delas na Capital. Duas delas, situadas no Shopping Norte Sul Plaza, em Campo Grande, e a outra em Ilha Solteira (SP), foram fechadas logo após a apresentação do pedido de recuperação judicial.

Foto e informações: Correio do Estado/Divulgação

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