Segunda-Feira 25 de Setembro de 2017
WhatsApp

54 999622914

Palestra sobre Setembro Amarelo foi realizada em Maximiliano de Almeida - Destaque News

Saúde

10/09/2017 às 09h11 - Atualizada em 11/09/2017 às 16h45

Palestra sobre Setembro Amarelo foi realizada em Maximiliano de Almeida

Silmar Luiz Biscaro
Maximiliano de Almeida - RS
FONTE: Rádio Interativa/Destaque News/Centro de Valorização da Vida

Palestra sobre Setembro Amarelo foi realizada em Maximiliano de Almeida.

O município de Maximiliano de Almeida proporciona um encontro mensal para hipertensos, diabéticos, pessoas que fazem uso de medicamento controlado. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Saúde e a cada encontro traz um palestrante ministrando sobre um assunto diferente. Esses encontros mensais são realizados na Casa de Cultura Avelino Benin e ocorrem na primeira quarta-feira do mês vigente, desta feita a realização foi dia 6 de setembro. Os eventos mensais são abertos para toda a comunidade.



Em entrevista à Rádio Interativa a Psicóloga, da Secretaria de Municipal de Saúde, Sra. Danielli Burtuli conversou com a nossa reportagem a respeito do Setembro Amarelo: “Então nós tivemos trabalhando o tema referente a Setembro Amarelo, que é a prevenção do suicídio. Na verdade, é um tema que vem ganhando força no Brasil desde 2015, ele já existe há muitos anos, mas aqui no Brasil então ele vem sendo mais divulgado a uns 2, 3 anos. Na verdade, nós temos, como eu sempre digo, um grande preconceito a respeito desse tema. Ainda existe um tabu muito forte sobre essa questão do suicídio, mas nós precisamos parar e falar mais realmente até se pensando na prevenção. Porque como é ainda um tema muito pouco divulgado, que as pessoas não têm muitas informações, a gente consegue prevenir pouco ainda".





"Então o nosso objetivo, realmente, nós fizemos um encontro aberto à população, convidamos as escolas também para participar, porque a gente sabe que quanto mais cedo se identifica mais é possível prevenir e nós temos até dados estatísticos que 90% dos casos eles poderiam ser prevenidos se realmente houvesse uma identificação precoce, se realmente a comunidade tivesse um conhecimento para poder lhe dar. É um tema que nos cerca ainda bastante de preconceito, então é um tema que quase acaba sendo eliminado dos assuntos cotidianos, mas é um tema bastante preocupante. Nós temos dados que nos dizem a nível de mundo nós temos um suicídio a cada 40 segundos, então isso é um dado alarmante porque isso significa que até que nós estamos aqui conversando uma pessoa está se suicidando, uma não, mas várias. A nível de Brasil também os dados são preocupantes, nós temos um suicídio a cada 45 minutos e um dado ainda mais alarmante é que o nosso estado infelizmente ele é campeão em índice de suicídio dentro do nosso país. É hora da população realmente se conscientizar, a gente parar, divulgar falar sobre esse tema, prestar mais atenção as reações das pessoas para que realmente a gente consiga oferecer a elas ajuda que elas estão necessitando. É importante também frisar nessa questão que além do suicídio ser um assunto carregado ainda de mitos e tabus, se nós observássemos, se as pessoas tivessem um olhar mais apurado, as pessoas elas dão indícios de que elas não estão bem. Então importante que a nossa sociedade fique alerta a verbalizações do tipo: eu quero sumir para sempre, você seria mais feliz sem mim, eu quero dormir e não acordar mais. São verbalizações que conotam a possibilidade do risco de suicídio (...). É muito importante frisar que o que as pessoas querem tirar na verdade é o sofrimento delas, é a sobrecarga emocional e não a vida. Importante é podermos oferecer um espaço acolhedor, podermos oferecer uma escuta empática onde as pessoas realmente possam expressar aquilo que elas estão sentindo. Precisamos abrir espaço para que as pessoas falem mais sobre os seus sentimentos, sobre os seus pensamentos, sobre realmente aquilo que está levando elas a pensarem no determinado ato (...). Esse mês nós na secretaria de saúde, nós organizamos uma gama de atividades, justamente, com intuito de divulgar o Setembro Amarelo, daqui a pouco torna ele é tão conhecido quanto o Outubro Rosa, Novembro Azul. Fazer com que ele realmente ganha força e fazer com que realmente as pessoas falem mais, que as pessoas quebrem esse tabu, esse preconceito. Nós organizamos nesse mês em torno dessas atividades buscando justamente atingir toda a população, desde os adolescentes até os adultos, os idosos justamente porque o nosso objetivo é que todos possam ter esse conhecimento para utilizar ele em prol da sua saúde mental. (...) Nós estamos sempre com as portas abertas na unidade de saúde, são vários os profissionais que podem estar auxiliando. A nossa escuta também é uma escuta especializada, uma escuta sigilosa, lá dependendo do grau a gente dá os devidos encaminhamentos. Então a gente quer que a nossa população saiba que nós estamos disponíveis para o que todos precisarem. Principalmente nesse quesito das doenças mentais, que a gente ainda sabe do forte preconceito que existem a respeito delas e muitas vezes da dificuldade das pessoas buscarem essa ajuda”.





O CVV — Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo.



Realizamos mais de um milhão de atendimentos anuais por aproximadamente 2.000 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal. Esses contatos são feitos pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.



É associado ao Befrienders Worldwide, entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde.



Em setembro de 2015 iniciamos o atendimento pelo telefone 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio que, neste primeiro momento só funciona no estado do Rio Grande do Sul, onde o 188 é operado pelo CVV em fase de teste para ampliação a todo território nacional.



O CVV desenvolve outras atividades relacionadas a apoio emocional além do atendimento, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo em todo o Brasil. A instituição também mantém o Hospital Francisca Julia que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química em São José dos Campos-SP.



Fonte: Rádio Interativa/Destaque News/Centro de Valorização da Vida





Ouça abaixo entrevista completa:



 




ESTA MATÉRIA FOI VISTA 123 VEZES

Comentários

Veja também

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Destaque News
Editoriais
© Copyright 2017 | Destaque News | Todos os Direitos Reservados | Hospedado por PAGE UP SOLUTIONS