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Professores e Funcionários Públicos Estaduais realizam manifestação em Machadinho - Destaque News

Cidades

12/09/2017 às 17h14 - Atualizada em 12/09/2017 às 17h14

Professores e Funcionários Públicos Estaduais realizam manifestação em Machadinho

Lucas Paixão
Machadinho - RS
FONTE: Rádio Interativa/Destaque News

Professores e Funcionários Públicos Estaduais realizam manifestação em Machadinho. Fotos e vídeos: Lucas Paixão

Com as frases “Educação é valor começa pelo professor” e “O professor é meu amigo mexeu com ele mexeu comigo” os professores e funcionários públicos estaduais das escolas Castro Alves e Getúlio Dorneles Vargas fizeram uma manifestação caminhando pela Avenida Frei Teófilo em Machadinho. Os alunos das escolas, pais, aposentados e comunidade em geral também caminharam na manifestação.



Importante registrar que foi uma manifestação pacífica e logo após a manifestação, as aulas continuaram normalmente nas escolas. Os professores e funcionários machadinhenses não estão em greve, apenas fizeram uma manifestação que durou cerca de 50 minutos. Segundo os organizadores da caminhada o motivo foi por causa de mais um parcelamento salarial e pelo descaso do Governo do Estado do Rio Grande do Sul com seus servidores.



Em entrevista a Rádio Interativa o Diretor da Escola Estadual Castro Alves Sr. Ilmo conversou com a nossa reportagem: “Lamentável que se precise para alguns minutos, algumas horas para que se coloque para a comunidade a realidade que se passa dentro de uma escola (...). Precisamos ir para rua para colocar também esta realidade que traz sérias consequências sociais para nós, para os alunos, para o comércio (...). A manifestação que a Escola Castro Alves faz hoje é para que a sociedade se interesse sim por política, que ninguém mais quer falar em política. A política ficou uma coisa até adversa,  as pessoas não querem falar, não querem tocar, não querem votar. Política é para ser analisada e a Escola Castro Alves foi para rua hoje também com o intuito de lamentar o parcelamento de salários, mas no intuito também de fazer com que nosso alunos, a nossa sociedade entenda que estamos vivendo uma distorção de poderes aonde falta o dinheiro para questão básica e sobra para as questões supérfluas”.



A Professora Ediliane Benetti também conversou com a nossa reportagem: “A nossa manifestação foi muito bonita. Foi uma manifestação onde a gente mostrou que a gente tem união sim, que os alunos estão conosco, que nós merecemos mais dignidade, eles são nosso amigos. Hoje em dia a gente tem uma relação professor aluno bem boa. A gente precisa do apoio de todos. A gente merece os nossos salários, somos trabalhadores justos, dignos, mas no final do mês estamos com uma decepção muito grande que é insustentável. A gente precisa tomar uma atitude por causa disso. Muitos pais de famílias, muitas mães de famílias que dependem desse salário, recebendo 350 reais. Por favor pessoal comunidade nos apoiem, fique do lado do professor. Estamos aqui sempre valorizando a educação, transmitindo valores e conhecimento. Precisamos de todos unidos”.



A Diretora da Escola Estadual Getúlio Dorneles Vargas Sra. Leoni Pelicer Schwaab também conversou com a nossa reportagem: “Não podia ser diferente, nós também somos trabalhadores e estamos sofrendo com os salários atrasados, tanto professores quanto funcionários. Isso não é justo (...). Além de o salário ser baixo, está há anos sem aumento. Então isso nos deixa muito entristecidos, porque nós não parcelamos os nossos trabalhos, nós trabalhamos com amor, trabalhamos com afinco, nos dedicamos, trabalhamos horas a mais do que é a nossa carga horária por amor pelo que fazemos, fazemos com paixão, fazemos com dedicação. No entanto recebemos em troca é essa desvalorização. Então nos questionamos, por que nós temos que ficar com os salários parcelados? Por que não os salários dos Deputados, dos Secretários, de outros trabalhadores do estado que recebem mais? Por que os que recebem menos tem que ter seus salários parcelados, não receber décimo terceiro ou recebê-lo da forma que está sendo pago? Isso nos desmotiva bastante, nós nos sentimos injustiçados (...). Nós temos o nosso valor, nós queremos ser respeitados”.



Ouça abaixo entrevistas completas:





 



Veja os vídeos da caminhada realizada em Machadinho:







 


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