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NOVEMBRO AZUL – Câncer de Próstata comentário Dr. José David Kartabil

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Assim como em outros cânceres, a idade é um marcador de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos.
História familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade é outro marcador de importância, podendo aumentar o risco de 3 a 6 vezes em relação à população em geral e podendo refletir tanto características herdadas quanto estilos de vida compartilhados entre os membros da família.
A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou mecanismos através dos quais ela poderia estar influenciando no desenvolvimento do câncer da próstata. Há evidências de que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e pobre em gordura, principalmente as de origem animal, não só ajuda a diminuir o risco de câncer, como também o risco de outras doenças crônicas não transmissíveis.
Como o câncer de próstata se constitui numa patologia com índices de cura superiores a 80% quando diagnosticada precocemente, o diagnóstico do Câncer de Próstata numa fase em que o mesmo está confinado ao órgão, tem se tornado cada vez mais importante até como forma de se aumentar a longevidade das pessoas do sexo masculino.
O diagnóstico precoce do câncer prostático é possibilitado pela realização anual de toque retal e dosagem de PSA.
A combinação de toque retal e dosagem de PSA fornece uma sensibilidade superior a 70% na detecção destes tumores.
O rastreamento universal de toda população masculina (sem considerar idade, raça e história familiar) apresenta controvérsias, pois pode diagnosticar, entre outros, câncer de próstata de baixa agressividade que não necessita de tratamento, cujos pacientes são submetidos a biopsias, que têm potencial de complicações (infecção local). Individualizar a abordagem é fundamental neste sentido. A identificação de pacientes com risco de desenvolver a doença de forma mais agressiva, através de parâmetros clínicos ou laboratoriais, pode ajudar a individualizar a indicação e frequência do rastreamento. Entre diversos fatores, a idade, a raça e a história familiar apresentam-se como os mais importantes.
Para pacientes diagnosticados com tumores de baixo risco a visão contemporânea é o oferecimento do regime de observação vigilante, por outro lado, pacientes portadores de tumores classificados como de risco de progressão alto ou moderado podem, em fases iniciais, serem adequadamente tratados e curados.
Atualmente a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), mantém sua recomendação de que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios.
Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem uma evolução silenciosa. Por isso, muitos homens não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata, também chamado de HPB (Hipertrofia Prostática Benigna).
Quando alguns sinais começam a aparecer, 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura.
Os sintomas que são suspeitos e merecem uma consulta são:
A sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar.
Dificuldade de iniciar a passagem da urina.
Dificuldade de interromper o ato de urinar.
Urinar em gotas ou jatos sucessivos.
Necessidade de fazer força para manter o jato de urina.
Necessidade premente de urinar imediatamente.
Sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos).
Problemas em conseguir ou manter a ereção.
Sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros)
Dor durante a passagem da urina.
Dor quando ejacula.
Dor nos testículos
Dor lombar, na bacia ou no joelhos
Sangramento pela uretra.
“O exame anual não PREVINE o câncer, porém aumenta as chances do diagnóstico precoce e da CURA da doença.”
O câncer de próstata não pode ser prevenido, mas há mais de 80% de chances de cura quando diagnosticado precocemente. Assim, realizar exames periodicamente é a melhor maneira de se prevenir contra a doença. Sociedades médicas recomendam que homens a partir dos 50 anos de idade façam o exame de próstata anualmente, e acima dos 45, caso esteja inserido nos fatores de risco.
O ritual compreende o toque retal e o exame de sangue, para checar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). Havendo alguma suspeita, o paciente deve se submeter à biópsia da próstata. O toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom. Somente com o resultado dessa análise do tecido é que poderá ser fornecido o diagnóstico.
Sabe-se que uma mudança no estilo de vida é crucial para aumentar a sobrevida, incluindo uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas no dia a dia.
O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir vigilância ativa, prostatectomia radical (remoção cirúrgica da próstata), radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.
fonte: www.kartabiluro.com

Dr. José David Cartabil, atende junto ao CIS, Centro Integrado de Saúde, urologia em geral, cálculos e cólicas renais, disfunção erétil, doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias minimamente invasivas, procedimentos médicos e de urgência clínicos e cirúrgicos.

Dr. José David Cartabil Urologista

Telefone (054) 3343-1020, atendimento também em Machadinho na Clínica Machadinho pelo telefone 3551-1211.

Formou-se em Medicina em 1994, na Fundação Universidade do Rio Grande (FURG). É oficial da Reserva do Exército, onde trabalhou como Médico na Amazônia. Após esse período, em 1996 e 1997, fez especialização em Cirurgia Geral, no Hospital Santa Rita. Em seguida fez Especialização em Urologia na Santa Casa de Belo Horizonte. Em 2000 entrou como Assistente Adjunto no Serviço de Urologia do Grupo Hospitalar Santa Casa e em seguida Assistente Efetivo, além de preceptor e coordenador Adjunto do Serviço de Urologia, credenciado Pleno pelo MEC e SBU, onde ajudou na formação de inúmeros residentes até o final de 2017.

Fez curso em laparoscopia em Goiânia em 2006. Também participou do Serviço de transplante Renal da Santa casa, até 2009, tendo feito treinamento em transplante no Hospital do Rim, em São Paulo. Além disso, realizou cursos de endourologia (Nefrolito Percutânea, Ureterorenoflexível à Laser) e micro-cirurgia urológica no Centro de Ensino e Pesquisa em Cirurgia (CEPEC/USP).

Pós-graduação em Cirurgia Robótica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FELUMA), incluindo o observership na Universidade de Miami.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, aprovado como especialista em 2003, onde foi tesoureiro da seccional De Minas Gerais, em dois mandatos consecutivos.

Faz parte como membro da Sociedade Americana e Européia de Urologia e da Confederación Americana de Urologia.

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