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NOVEMBRO AZUL – Os riscos da automedicação comentário Dr. José David Kartabil

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Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a automedicação é “a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, para tratamento de doenças cujos sintomas são percebidos pelo usuário, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde (médico ou odontólogo).” A automedicação diz respeito, portanto, ao uso de medicamentos sem prescrição de um profissional habilitado.
O uso de medicamentos sem prescrição médica pode causar diversos problemas, sendo um deles a intoxicação. De acordo com a Anvisa, os medicamentos que mais causam intoxicação são os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios.
Para demonstrar a gravidade deste assunto, basta dizer que os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos no Brasil desde 1994, que segundo dados do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas (Sinitox), em 2012 registrou cerca de 8 mil mortes.
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos o Brasil registrou quase 60 mil internações por intoxicação medicamentosa. Dados do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo são 600 casos ao mês, de internações naquela instituição, isso demonstra que a população não está atenta aos riscos da automedicação.
Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para Farmacêuticos (ICTQ) do Rio de Janeiro, revelou um dado alarmante: 76,4% da população brasileira fazem uso de medicamentos a partir da indicação de familiares, amigos, colegas e vizinhos. São pessoas que declaram consumir qualquer tipo de medicamento em um momento de necessidade.
O estudo foi realizado em 12 capitais brasileiras. Os índices mais elevados de pessoas que consomem esses produtos com indicação de familiares e amigos, estando acima da média nacional de 76,4%, estão em Salvador (BA) e Recife (PE), com 96%; Manaus (AM), com 92%; Rio de Janeiro (RJ), com 91%; Brasília (DF) e São Paulo (SP), com 83%; e Belém (PA), com 78%. Dentre as capitais com os menores índices estão Belo Horizonte (MG), com 35%; Porto Alegre (RS), com 49%; Fortaleza (CE), com 53%; Goiânia (GO), com 65%; e Curitiba (PR), com 66%.
Alguns medicamentos, quando usados de forma inadequada, podem esconder determinados sintomas, causando um agravamento no caso, diminuindo as chances do diagnostico precoces e corretos de determinadas doenças.
Também as alergias são muito frequentes, além da resistência bacteriana, pelo uso de antibióticos por tempo incorreto, ou patologia errada.
Um dos maiores problemas da automedicação é a dependência, o uso frequentemente, ainda que em pequenas quantidades, sofre uma diminuição progressiva do seu efeito. A interação medicamentosa é outro problema grave da automedicação, pois pode agravar ou gerar um novo problema.
Alerto também sobre o risco da permanência de medicamentos em casa, pode ocorrer ingestão acidental por crianças e idosos, trocas, confusões, além de o armazenamento poder diminuir a eficiência do produto. Sem falar no armazenamento inadequado, tempo de validade, exposição a temperaturas altas ou à umidade, pode fazer com que o medicamento perca completamente sua eficácia ou cause outros efeitos em razão da alteração de suas propriedades.
Todo medicamento pode causar efeitos colaterais, que podem surgir dependendo da resposta, da dose e do organismo. A dose correta é o que diferencia um veneno de um remédio. Uma dose acima da indicada, administrada por via inadequada ou para fins impróprios, pode transformar-se em algo perigoso.
Outra crença popular é que medicamentos naturais não causam problemas, que apenas os medicamentos industrializados seriam os vilões. É um equívoco acreditar que as plantas medicinais não prejudicam a saúde. São os componentes químicos das plantas que garantem sua ação no organismo.
O uso indiscriminado de anti-inflamatórios pode levar ao aumento da pressão arterial e a complicações nos rins e estômago. A grande maioria da população desconhece que o uso contínuo e indevido de anti-inflamatórios podem causar lesões severas e irreversíveis aos rins. Somente use medicamentos por recomendação e acompanhamento médico.
Abaixo transcrevo na integra recomendações da National Kidney Foundation (NKF) juntou-se à Alliance for Rational Use of NSAIDs (Aliança para o Uso Racional dos Anti-Inflamatórios Não Esteroides), uma recente coligação de saúde pública de profissionais e organizações de pacientes, para sensibilizar acerca do consumo seguro e apropriado dos anti-inflamatórios não esteroides (AINE).
Antes de correr para o armário dos medicamentos, leia as dicas sugeridas pela NKF:
Os analgésicos permitem o alívio da dor, mas é importante medir os potenciais benefícios e o risco dos efeitos colaterais, como os danos no rim, a retenção de fluídos, o aumento da pressão arterial e questões relacionadas com a digestão. Vários analgésicos podem ser aviados sem receita, enquanto outros requerem prescrição médica, mas todos os fármacos para as dores carregam consigo o risco dos efeitos colaterais. É importante ler sempre a bula para ver que tipo de medicação está a tomar.
Exemplos de AINEs: Aspirina, Ibuprofeno, Naproxeno, diclofenaco. Se está a perder a função renal, certos tipos de analgésicos como estes anti-inflamatórios não são recomendados, porque reduzem a corrente sanguínea para os rins.
 Elevadas doses e um consumo a longo-prazo de analgésicos podem danificar os rins, mesmo os saudáveis. Os analgésicos devem ser tomados exatamente como prescritos ou como assinalado no rótulo – uma dose mínima durante o mais curto período de tempo possível.
Uma vez que a maioria dos AINEs é associada apenas à marca ou ao nome genérico, não sendo classificada como AINE, muitas pessoas poderão não estar cientes que estão a tomar este tipo de fármaco ou acidentalmente podem estar a tomar mais do que um anti-inflamatório não esteroide em simultâneo. Aproximadamente 23 milhões de Americanos consomem AINEs sem prescrição todos os dias.
Fale e faça perguntas no gabinete médico ou na farmácia. As pessoas com problemas de rins podem ser particularmente sensíveis a estes anti-inflamatórios. Fale com o seu médico acerca de como este pode ajudá-lo a lidar com as suas preocupações e a prevenir face a potenciais danos adicionais para os rins.
Ao trabalhar para a consciencialização sobre os efeitos colaterais destes fármacos e o impacto negativo que eles podem ter nos seus rins, a NFK e a Alliance for Rational Use of NSAIDs reconhece o valor que estes analgésicos têm numa comunidade que sofre a sério. O medo dos efeitos colaterais não deve impedir as pessoas de tomarem AINEs, uma vez que uma dor não tratada pode tornar-se num problema sério para a sua saúde. Conheça os fatos e procure ser um paciente informado para tomar as decisões que são melhores para si e para o seu corpo.
fonte: www.kartabiluro.com

Dr. José David Cartabil, atende junto ao CIS, Centro Integrado de Saúde, urologia em geral, cálculos e cólicas renais, disfunção erétil, doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias minimamente invasivas, procedimentos médicos e de urgência clínicos e cirúrgicos.

Dr. José David Cartabil Urologista

Telefone (054) 3343-1020, atendimento também em Machadinho na Clínica Machadinho pelo telefone 3551-1211.

Formou-se em Medicina em 1994, na Fundação Universidade do Rio Grande (FURG). É oficial da Reserva do Exército, onde trabalhou como Médico na Amazônia. Após esse período, em 1996 e 1997, fez especialização em Cirurgia Geral, no Hospital Santa Rita. Em seguida fez Especialização em Urologia na Santa Casa de Belo Horizonte. Em 2000 entrou como Assistente Adjunto no Serviço de Urologia do Grupo Hospitalar Santa Casa e em seguida Assistente Efetivo, além de preceptor e coordenador Adjunto do Serviço de Urologia, credenciado Pleno pelo MEC e SBU, onde ajudou na formação de inúmeros residentes até o final de 2017.

Fez curso em laparoscopia em Goiânia em 2006. Também participou do Serviço de transplante Renal da Santa casa, até 2009, tendo feito treinamento em transplante no Hospital do Rim, em São Paulo. Além disso, realizou cursos de endourologia (Nefrolito Percutânea, Ureterorenoflexível à Laser) e micro-cirurgia urológica no Centro de Ensino e Pesquisa em Cirurgia (CEPEC/USP).

Pós-graduação em Cirurgia Robótica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FELUMA), incluindo o observership na Universidade de Miami.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, aprovado como especialista em 2003, onde foi tesoureiro da seccional De Minas Gerais, em dois mandatos consecutivos.

Faz parte como membro da Sociedade Americana e Européia de Urologia e da Confederación Americana de Urologia.

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