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Único técnico negro na Série A, Roger Machado, assume posição de “protesto e resistência” contra preconceito no futebol brasileiro

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Único técnico negro na Série A, Roger Machado, assume posição de “protesto e resistência” contra preconceito no futebol brasileiro

Referência pelo estilo tático, Roger Machado também tem sido responsável por romper outras barreiras no futebol brasileiro. No comando técnico do Bahia, ele é o único treinador negro na disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Rádio Grenal, no programa Futebol Alegria do Povo, nesta terça-feira, o comandante destacou a importância do debate contra a resistência e o preconceito ainda existente nos dias atuais.

“O preconceito no Brasil sempre existiu, mas um preconceito velado, que ninguém tinha coragem de se pronunciar. Felizmente hoje, a gente discuti. Esse assunto só vai ser encerrado quando falarmos dele. Eu entendo que essa minha posição é uma posição de protesto e de resistência. Justamente por ser o único negro (como técnico na Série A)”, destacou o técnico.

Roger chama a atenção quanto ao preconceito contra a efetivação de ex-atletas para os cargos administrativos no cenário do futebol. O técnico também assume posição para abrir portas para o protagonismo de outros.

” A gente tem que refletir porque estes ex- atletas negros não tem espaço em ambientes de gestão administrativa e técnica. Um futebol que dentro de campo abriu as portas para um grande numero de desportistas negros, que foram destaques no Brasil e no Mundo, é porque há assim um preconceito do ex-atleta ou do negro. Por se entender que as capacidades dos atletas se restringem apenas a performance dentro do campo. Essa minha posição é de resistência e protesto. Sinto responsabilidade de seguir nesse nível e para e deixar a porta aberta para que outros possam entrar”, afirmou o comandante do Bahia.

Anunciado pelo Bahia em abril deste ano, o gaúcho de 44 anos afirmou que a escolha pelo clube também levou em conta com posição social exercida pelos baianos. O esquadrão é referência em para promover ações sociais, principalmente de inclusão de torcedores e de luta contra o preconceito.

Recentemente, o clube em ação com o Grêmio, ex-time de Roger, protagonizaram uma ação em conjunto contra o racismo. As duas equipes doaram os uniformes vestidos pelos jogadores durante a partida pela 7ª rodada do Brasileirão para um leilão, para a arrecadação de renda para o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, entidade com sede em Porto Alegre.

Neste ano, o tricolor gaúcho foi denunciado e condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta de ofensas proferidas por uma torcedora ao colombiano Yony González, na partida contra o Fluminense.

A direção gremista condenou o ato e também se reuniu com os torcedores para abolir o cântico com a expressão “macaco”.  Em entrevista à Rádio Grenal, o diretor Jurídico do Clube, Nestor Hein, afirmou: “Para nós, é uma situação anômala e nojenta. Não me preocupa a punição, o prejuízo já é irreparável. Se algum torcedor gremista ouviu, entre em contato conosco. “É do nosso interesse tirar os racistas do contexto dos estádios, já falamos isso. Não quero me eximir da responsabilidade”.

Confrontos contra a Dupla Grenal

Nesta quarta-feira, o técnico retorna aos gramados gaúchos para enfrentar o Inter, na última rodada do Campeonato Brasileiro antes da pausa para Copa América: “O Internacional será um adversário difícil na quarta-feira. É um time que vem com uma continuidade de equipe e com treinador há mais de um ano no cargo. O Inter está muito organizado.”

Ainda com relação com os gaúchos, Roger também voltará a reencontrar o ex-clube na Copa do Brasil. Bahia e Grêmio farão o duelo por uma das disputas das quartas de fina da competição.  “Difícil avaliar o enfrentamento da Copa do Brasil, pois agora tem a parada para a Copa América e muitas coisas podem mudar. O fato é que não há adversário fácil. Sabemos que o Grêmio tem potencial para crescer.”

Foto: (Felipe Oliveira/Divulgação/E.C. Bahia)

 

 

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