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Câncer de Pênis

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O câncer de pênis acometem em geral indivíduos com mais de 50 anos de idade, embora possa atingir também os mais jovens e são atribuídas como causas: as altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis, principalmente do vírus HPV (16 e 18, que são mais oncogênicos), má higiene e a presença de fimose.

Existem estudos científicos da associação familiar com o câncer de pênis. Alguns estudos demonstraram risco de 2 a 17 vezes maior de apresentar a doença em filhos de portadores de câncer de pênis, entretanto nenhuma alteração genética foi identificada como responsável até o presente momento.

É um câncer raro em países desenvolvidos, contrariamente ao que ocorre em regiões de baixo padrão socioeconômico. No Brasil é mais frequente no norte e nordeste, representando 2% de todos os tipos de câncer que atingem os homens.

De acordo com dados do Ministérios da Saúde, estima-se anualmente 1.000 cirurgias para o tratamento do câncer de pênis e aproximadamente 50% destes procedimentos são executados nas regiões norte e nordeste do país.

Infelizmente a maioria dos homens retardam a procura por atendimento médico devido ao medo, vergonha, falta de informação, preconceito, constrangimento ou dificuldade de acesso à serviços especializados, visto a alta incidência de tumores em estados avançados no momento do diagnóstico.

Mulheres de parceiros portadores de câncer de pênis têm maior tendência a desenvolver câncer do colo do útero. Pacientes portadores desse tumor têm qualidade de vida afetada pela lesão genital, que apresenta crescimento contínuo. O tumor exala mau cheiro e secreções que incomodam sobremaneira. A evolução desse quadro é dramático e marginaliza o paciente e sua companheira.

A lesão, quando não tratada, progride localmente, destrói o pênis e se espalha pelo corpo. Quando apresenta metástases (tumores a distância), a morte ocorre em geral dentro de um ano.

Na fase inicial o tumor tem cura e, por essa razão, o diagnóstico de lesões no pênis deve ser feito precocemente.

Um dos sintomas mais comuns do câncer de pênis é alteração na pele do membro. Além das possíveis mudanças na coloração e na espessura, pode surgir algum tecido de cor avermelhada e aveludada ou lesões de cor marrom.

Alguns homens podem apresentar feridas com secreções constantes de cor branca e de forte odor, nódulos ou inchaços na área da virilha. Essas feridas podem surgir na glande (cabeça do pênis), na pele que a recobre (prepúcio) ou no corpo do membro. Manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação na glande também podem ocorrer.

A eritroplasia de Queyrat é uma lesão pré-cancerígena, caracterizada por uma machucado (ferida) que não cicatriza Quando aparece no corpo do pênis ou outras partes dos órgãos genitais, é denominada doença de Bowen. Geralmente, todos esses sintomas são indolores, o que retarda o diagnóstico.

Toda lesão peniana que não regride rapidamente com medidas habituais deve ser submetido à biópsia, para definirmos o diagnóstico.

Estabelecido o diagnóstico, deve-se avaliar a extensão da moléstia no corpo por exames complementares especializados e o tratamento instituído rapidamente. Este varia de acordo com as características locais e a presença/ausência de metástases. Assim, pequenas lesões podem ser retiradas ou cauterizadas e as maiores podem necessitar de amputações.

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar o tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento e de cura.

Reforçando: o diagnóstico precoce do câncer de pênis é pedra angular no prognóstico do câncer de pênis, possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:

• Tumor ou úlcera em pênis na ausência de uma doença sexualmente transmissível ou persistente após seu tratamento.

• Espessamento ou mudança na cor da pele do pênis ou prepúcio.

• Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias.

“Pode-se prevenir o câncer de pênis com medidas eficazes: higiene genital, prevenção de doença sexualmente transmissível (principalmente o HPV) e o tratamento cirúrgico de portadores de fimose”

Como prevenir o câncer de pênis? Orientação do Ministério da Saúde

(Fonte: portal Ministério da Saúde)

Para prevenir o câncer de pênis, é necessário fazer a limpeza diária do órgão com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar aos meninos desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias. A cirurgia de fimose (quando a pele do prepúcio é estreita ou pouco elástica e impede a exposição da cabeça do pênis, dificultando a limpeza adequada) é outro fator de prevenção. A operação é simples e rápida e não necessita de internação. Também chamada de circuncisão, a cirurgia de fimose é normalmente realizada na infância. Tanto o homem circuncidado como o não-circuncidado reduzem as chances de desenvolver esse tipo de câncer se tiverem bons hábitos de higiene. A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, já que a prática com diferentes parceiros sem o uso de camisinha aumenta o risco de desenvolver a doença. O preservativo diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV, por exemplo.

Condições básicas de higiene são fundamentais para o cuidado da saúde, seja em homens, mulheres, crianças ou adultos. O uso simples de água e sabão pode evitar diversas doenças, entre elas o câncer de pênis.

Além disso, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, há um crescente corpo de evidências que associam o Papilomavírus Humano (HPV) e o câncer de pênis. A vacina contra o HPV faz parte do calendário nacional e está disponível nas mais de 36 mil salas de vacinação em todo o país para meninas de 11 a 13 anos.

Estudos comprovam que os meninos são protegidos indiretamente com a vacinação do grupo feminino (imunidade coletiva), havendo drástica redução na transmissão de verrugas genitais entre homens após a implantação da vacina contra o HPV como estratégia de saúde pública.

fonte: www.kartabiluro.com

Dr. José David Cartabil, atende junto ao CIS, Centro Integrado de Saúde, urologia em geral, cálculos e cólicas renais, disfunção erétil, doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias minimamente invasivas, procedimentos médicos e de urgência clínicos e cirúrgicos.Dr. José David Cartabil UrologistaTelefone (054) 3343-1020, atendimento também em Machadinho na Clínica Machadinho pelo telefone 3551-1211.Formou-se em Medicina em 1994, na Fundação Universidade do Rio Grande (FURG). É oficial da Reserva do Exército, onde trabalhou como Médico na Amazônia. Após esse período, em 1996 e 1997, fez especialização em Cirurgia Geral, no Hospital Santa Rita. Em seguida fez Especialização em Urologia na Santa Casa de Belo Horizonte. Em 2000 entrou como Assistente Adjunto no Serviço de Urologia do Grupo Hospitalar Santa Casa e em seguida Assistente Efetivo, além de preceptor e coordenador Adjunto do Serviço de Urologia, credenciado Pleno pelo MEC e SBU, onde ajudou na formação de inúmeros residentes até o final de 2017.Fez curso em laparoscopia em Goiânia em 2006. Também participou do Serviço de transplante Renal da Santa casa, até 2009, tendo feito treinamento em transplante no Hospital do Rim, em São Paulo. Além disso, realizou cursos de endourologia (Nefrolito Percutânea, Ureterorenoflexível à Laser) e micro-cirurgia urológica no Centro de Ensino e Pesquisa em Cirurgia (CEPEC/USP).Pós-graduação em Cirurgia Robótica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FELUMA), incluindo o observership na Universidade de Miami.Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, aprovado como especialista em 2003, onde foi tesoureiro da seccional De Minas Gerais, em dois mandatos consecutivos.Faz parte como membro da Sociedade Americana e Européia de Urologia e da Confederación Americana de Urologia.

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