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31 de Maio, Dia Mundial sem Tabaco – comentário do Dr. José David Kartabil

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O tabagismo, dentre todos os fatores ambientais do século, certamente é o mais desprezível e ameaçador de todos, representando o maior fator de risco para o desenvolvimento de tumores malignos, doenças pulmonares, doenças cardiovasculares, doenças cerebrais entre outras. Considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a mesma agência estimou que 100 milhões de mortes foram causadas pelo tabaco no século XX. O tabaco é o único produto legal que causa a morte da metade de seus usuários regulares. Isto significa que de 1,3 bilhão de fumantes no mundo, 650 milhões vão morrer prematuramente por causa do cigarro. O Brasil é o maior exportador e segundo maior produtor mundial de fumo para cigarros, depois da China. O Rio Grande do Sul é o estado que apresenta maior produção de fumo em folha, e Canguçu, no sul do estado é o maior produtor de tabaco do país há três safras. Lembrando que o cultivo do tabaco expõe trabalhadores rurais a uma grande variedade de agrotóxicos aumentando o risco de manifestação de efeitos agudos e crônicos à saúde, como transtornos mentais e câncer. A OMS classifica o tabagismo como uma doença, com características de se desenvolver ainda na juventude (doença pediátrica), ser crônica, ser recidivante (sujeita a várias recaídas até a pessoa parar definitivamente), ser tratável (é possível se livrar do tabaco) e ser evitável (é possível prevenir o seu uso). O tabagismo é considerado uma pandemia, pois não poupa nenhum país, etnia ou classe social. Todavia, esta situação é desigual, pois enquanto tem caído o consumo nas camadas de maior renda e acesso às informações e serviços de saúde, as camadas mais pobres da população, nos menos escolarizados, nos que vivem no meio rural e, nas mulheres, está se concentrando a maior prevalência de fumantes. A forma mais comum de usar o tabaco é através do cigarro, existem também charuto, cachimbo, rapé, narguilé e, mais recentemente, o cigarro eletrônico. Fumar não faz mal à saúde somente daqueles que fumam. A fumaça produzida pelo cigarro prejudica até mesmo quem não fuma e os coloca na condição de tabagismo passivo, que também aumenta o risco de câncer de pulmão, infarto e doenças respiratórias. As crianças estão expostas no ambiente doméstico quando têm pais ou responsáveis que fumam dentro de casa. Elas adoecem mais de infecções respiratórias e alergias, correm risco de morte súbita da infância e aumentam as chances de se tornarem fumantes na idade adulta. A gestante, mesmo que não fume, mas esteja exposta à fumaça, coloca em risco a gestação e a saúde do bebê. Segundo a OMS o tabagismo passivo foi a terceira maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool. Todos os anos sete milhões de mortes são causadas pelo tabagismo, e há um custo global em saúde e perda de produtividade para os governos de 1,4 trilhões de dólares. No Brasil, 428 pessoas morrem por dia por causa da dependência a nicotina. 56,9 bilhões de reais são perdidos a cada ano devido a despesas médicas e perda de produtividade, e 156.216 mortes anuais poderiam ser evitadas. O maior peso é dado pelo câncer, doença cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco: 34.999 mortes correspondem a doenças cardíacas; 31.120 mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica); 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia; 10.812 por AVC (acidente vascular cerebral). Ao fumar, são liberadas no ambiente cerca de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. O alcatrão é composto de mais de 40 compostos cancerígenos. Já o monóxido de carbono (CO) em contato com a hemoglobina do sangue dificulta a oxigenação e, consequentemente, ao privar alguns órgãos do oxigênio causa doenças como a aterosclerose (que obstrui os vasos sanguíneos). A nicotina é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) droga psicoativa que causa dependência. Ela também aumenta a liberação de catecolaminas, que contraem os vasos sanguíneos, aceleram a freqüência cardíaca, causando hipertensão arterial. O tabaco também tem relação com a impotência sexual e infertilidade masculina pois, segundo estudos, prejudica a mobilidade do espermatozóide. Os mesmos prejuízos também são atribuídos ao cachimbo e ao charuto. O Dia Nacional de Combate ao Fumo é celebrado anualmente em 29 de agosto, foi criado através da Lei Federal nº 7.488, de 11 de junho de 1986, que tem como proposta alertar a população sobre os malefícios advindos do uso do fumo. Atualmente no nosso país, um outro problema grave e negligenciado pela população e autoridades, sao as marcas piratas, contrabandeadas (cigarro do Paraguai) algumas análise realizadas mostram que eles têm uma quantidade de chumbo (metal extremamente tóxico) 116 vezes superior à encontrada nas vendidas legalmente no Brasil. A quantidade de nicotina presente no tabaco paraguaio também é espantosa: chega a ser de 10 a 20 vezes superior à do produto original. São encontrados pelos de animais, terra, areia, vestígios de plástico, restos de insetos, colônias de fungos, ácaros e metais cancerígenos como chumbo, cádmio, níquel, cromo e manganês. Outro fator atual que gera preocupação é o consumo crescente do Narguilé no Brasil, sobretudo entre jovens do Sul e Sudeste, cada sessão de 20 minutos equivale a cem cigarros, certamente terá um fator importante da etiologia dos cânceres e doenças cardiovasculares. Também não devemos esquecer dos cigarros eletrônicos, que tem menor concentração de nicotina e a pessoa que o utiliza fica exposta a uma quantidade menor de substâncias tóxicas, mas não é inócuo. Não quer dizer que o usuário está protegido de malefícios ou consequências. A indústria tem disseminado a ideia de que esse produto é uma alternativa que pode ser usada sem causar prejuízo à saúde das pessoas e, em alguns países, tem sido recomendado no tratamento daqueles que querem deixar de fumar. Porém, o cigarro eletrônico possui substâncias alergênicas, explosivas, teratogênicas, responsáveis por malformações no desenvolvimento embrionário ou fetal,e cancerígenas. Muitas pessoas acreditam incorretamente que esses e-cigarros produzem apenas o vapor de água, quando, na verdade, eles criam aerossóis que contêm substâncias químicas nocivas e partículas ultra-finas que são inaladas para os pulmões. Por isso o abandono do cigarro é muito importante, lembre-se que nunca é tarde para parar de fumar. O tabaco é sem dúvida o grande mal do mundo moderno, o governo aumenta cada vez mais a restrição do seu uso através da elevação dos impostos, limitação à propaganda, e restrição ao hábito em âmbito social, além de proporcionar maior investimento em programas anti-tabagismo para que a população brasileira consigam com segurança parar de fumar de forma definitiva.

fonte: www.kartabiluro.com

Dr. José David Cartabil, atende junto ao CIS, Centro Integrado de Saúde, urologia em geral, cálculos e cólicas renais, disfunção erétil, doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias minimamente invasivas, procedimentos médicos e de urgência clínicos e cirúrgicos.Dr. José David Cartabil UrologistaTelefone (054) 3343-1020, atendimento também em Machadinho na Clínica Machadinho pelo telefone 3551-1211.Formou-se em Medicina em 1994, na Fundação Universidade do Rio Grande (FURG). É oficial da Reserva do Exército, onde trabalhou como Médico na Amazônia. Após esse período, em 1996 e 1997, fez especialização em Cirurgia Geral, no Hospital Santa Rita. Em seguida fez Especialização em Urologia na Santa Casa de Belo Horizonte. Em 2000 entrou como Assistente Adjunto no Serviço de Urologia do Grupo Hospitalar Santa Casa e em seguida Assistente Efetivo, além de preceptor e coordenador Adjunto do Serviço de Urologia, credenciado Pleno pelo MEC e SBU, onde ajudou na formação de inúmeros residentes até o final de 2017.Fez curso em laparoscopia em Goiânia em 2006. Também participou do Serviço de transplante Renal da Santa casa, até 2009, tendo feito treinamento em transplante no Hospital do Rim, em São Paulo. Além disso, realizou cursos de endourologia (Nefrolito Percutânea, Ureterorenoflexível à Laser) e micro-cirurgia urológica no Centro de Ensino e Pesquisa em Cirurgia (CEPEC/USP).Pós-graduação em Cirurgia Robótica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FELUMA), incluindo o observership na Universidade de Miami.Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, aprovado como especialista em 2003, onde foi tesoureiro da seccional De Minas Gerais, em dois mandatos consecutivos.Faz parte como membro da Sociedade Americana e Européia de Urologia e da Confederación Americana de Urologia.

 

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