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Cambona 4 de Machadinho – RS é reconhecida pelas Nações Unidas como projeto transformador rumo à sustentabilidade

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O Sistema Agroflorestal Cambona 4, de Machadinho – RS, foi reconhecido pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) das Nações Unidas como um dos projetos mais transformadores no âmbito do Big Push para a Sustentabilidade no Brasil, na categoria Agricultura & Florestas. A apresentação oficial foi realizada na terça-feira, dia 26, durante evento internacional realizado online.

O Big Push para a Sustentabilidade é uma abordagem da CEPAL para apoiar os países da região na construção de estilos de desenvolvimento mais sustentáveis, baseada na coordenação de políticas para promover investimentos transformadores. Foram recebidos 131 projetos, desses 66 foram incluídos como elegíveis e 15 foram considerados como mais transformadores. Os estudos de caso compõem uma publicação, que foi lançada no evento.

O projeto “Sistema Agroflorestal Cambona 4: um exemplo de impulso à sustentabilidade na Região Sul do Brasil” foi apresentado durante o evento pela engenheira agrônoma Sélia Regina Felizari, presidente da APROMATE (Associação dos Produtores de Erva-mate de Machadinho).

De acordo com Sélia, o reconhecimento recebido é muito importante. “Nos sentimos todos lisonjeados com a conquista. E é importante destacar que o projeto chegou a isso graças a parcerias de muitas pessoas, entidades, empresas. É uma força conjunta”, destaca. Ela afirma que hoje o sistema serve de modelo para muitas comunidades, porque através de pesquisa e tecnologia, alavancou a indústria, melhorou os preços da erva mate e proporcionou melhorias para as propriedades e o meio ambiente.

O gerente do Consórcio Machadinho, Airton Morganti, destaca que o projeto é autossustentável, pois além de contribuir com o incremento na renda, fortalecendo a agricultura familiar e a manutenção do homem no campo, também proporciona recomposição florestal e a preservação de nascentes.

 

O Projeto

A erva-mate é uma das principais culturas do Nordeste do Rio Grande do Sul e, até o início dos anos 2000, sua produção seguia a mesma dinâmica adotada no período colonial. A partir de 2006 a erva nativa foi substituída na combinação por uma variedade obtida por meio de melhoramento genético, a Cambona 4.

Como resultado, a produtividade e qualidade do produto foram elevadas. O projeto tornou-se importante geração de renda e também uma alternativa de reposição florestal, que proporciona a conservação da biodiversidade, o sequestro de carbono e a proteção de cerca de 70 nascentes de água.

A área plantada tem hoje 190 hectares, envolvendo 85 famílias e 255 pessoas. A produção registrada em 2018 foi de cerca de duas mil toneladas e segundo estimativas da Apromate, a renda bruta foi de aproximadamente R$ 1,7 milhão, com um acréscimo médio de R$ 14 mil à renda anual de cada família participante.

As áreas de plantio vêm aumentando continuamente, por interesse dos próprios agricultores. De 2015 a 2018, o aumento foi de quase 20%, passando de 1.869 toneladas/ano para 2.202 toneladas/ano. A comparação de dados referentes a períodos mais iniciais do projeto é ainda mais surpreendente. A produção da Cambona 4 na região, que era de apenas 30 arrobas em 2003, se aproximou das 150 mil arrobas nos últimos dois anos. Outro importante reflexo do SAF Cambona 4 foi a fixação dos jovens no campo.

A indústria absorve toda a matéria-prima que está sendo produzida, sendo necessário muitas vezes adquirir erva-mate além da produção para suprir a demanda, que soma o mercado interno do Brasil à exportação para o mercado Uruguaio e, mais recentemente, para países da Europa (Alemanha e Polônia).

O artigo completo está disponível em: https://www.cepal.org/pt-br/publicaciones/45583-investimentos-transformadores-estilo-desenvolvimento-sustentavel-estudos-casos

Para mais informações sobre o Consórcio Machadinho, acesse www.machadinho.com.br.

Carregar mais por Bruno Pelizzoni dos Santos
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