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Empenho e ambição: bi da Libertadores, Sobis aponta o caminho por nova conquista

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Rafael Sobis voltou ao Inter no início do ano — Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com

Atacante conversa com o GloboEsporte.com e fala sobre as expectativas de mais uma edição no torneio continental

Rafael Sobis está feliz. Perto dos seus familiares e amigos, voltou ao Interpara escrever mais um capítulo na vitoriosa história. Apesar de ídolo da torcida, se mostra faminto para aumentar o currículo pelo clube no qual foi forjado. E nada melhor do que abocanhar a terceira Libertadores.

Só que o amor e o passado não são suficientes. Com a bagagem acumulada ao longo da carreira, sem esquecer os ensinamentos de Fernandão, apregoa que a entrega e ambição precisam ser iguais às passagens anteriores ao Beira-Rio para novas conquistas.

Principal contratação colorada na temporada, Sobis regressou ao Inter após oito anos. O “menino de Erechim”, eternizado na voz de Pedro Ernesto Denardin, narrador da Rádio Gaúcha, na Libertadores de 2006, hoje é uma voz ativa no vestiário.

O discurso também remete a seu gesto mais marcante: as comemorações em 2006 e 2010 com a bandeira do Inter pelo gramado. Algo repetido na oficialização do clube em sua contratação. Para o jogador de 33 anos, um gesto espontâneo e, por isso, tão badalado.

No início da tarde da última sexta-feira, Sobis conversou com o GloboEsporte.com na sala de entrevistas do Centro de Treinamentos Parque Gigante e deixou claro que fará de tudo para que o Colorado amplie as conquistas.

Confira os principais trechos da entrevista:

GloboEsporte.com – Como é jogar mais uma Libertadores?

Rafael Sobis – É importante. Tive a felicidade de disputar em todos os times que joguei. Uma competição que gosto muito, que tive a felicidade de vencer. Sei o quanto é bom e quero mais uma.

O que há entre Sobis e Libertadores para ter tanta química?

Pô, cara! Não sei dizer. Sinceramente, acho que não é o Sobis, mas sempre estive cercado de bons companheiros, um bom time, trabalhadores, homens. Isso faz com que o Sobis tenha sorte.

“… Para isso que eu trabalho, para ao final de cada competição, ao término do ano, você abraçar o seu companheiro e saber que tudo valeu a pena”

Qual o segredo para vencê-la?

Não vejo que seja apenas a Libertadores, mas eu ganhei títulos nos locais por onde passei. Entendo que seja por causa do trabalho. Você precisa ser sério, independente da competição que dispute. Isso faz o meu currículo ser tão extenso, tão bom e a perspectiva de ter mais um ano bom.

Sobis quer usar a própria experiência para ajudar os mais jovens — Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.comSobis quer usar a própria experiência para ajudar os mais jovens — Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com

Sobis quer usar a própria experiência para ajudar os mais jovens — Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com

A ambição não diminui?

Não, nunca! É isso o que me faz viver, essa é minha motivação e para isso que eu trabalho, para ao final de cada competição, ao término do ano, você abraçar o seu companheiro e saber que tudo valeu a pena. Que o treino domingo, que ficar dois meses sem uma folga, de trabalhar no frio, na chuva, de ficar sem Carnaval… São situações que você planta, mas, lá no fim, pode ser que você olhe para trás e veja que valeu a pena.

A sua ligação com o Inter aparece quando fala. Mexe mais ainda com a disputa de uma Libertadores?

Claro que mexe. Não sei como funciona com cada atleta, mas comigo é diferente. Estou perto do meu pessoal, por tudo o que eu vivi, o fato de eu ver o Beira-Rio diferente. Eu morei embaixo da arquibancada. Vejo o crescimento do time, o clube com uma história bem pesada em termos de títulos. Me considero parte disso e hoje volto e poder colocar mais um grãozinho de areia ali, que seria legal e eu ficaria muito feliz. O Inter seguirá e se eu puder daqui a 10, 20, 30 anos ou até quando eu morrer, que vejam na história que meu nome está ali.

Já está, não?

Mas eu quero mais, quero mais. O momento é esse e não posso sentar no que eu fiz. Foi legal, isso é bom para a história, mas eu quero mais.

Rafael Sobis tem Fernandão como seu principal parceiro no futebol — Foto: Divulgação, InterRafael Sobis tem Fernandão como seu principal parceiro no futebol — Foto: Divulgação, Inter

Rafael Sobis tem Fernandão como seu principal parceiro no futebol — Foto: Divulgação, Inter

Pensa que o primeiro gol na volta sairá em uma Libertadores?

Penso sempre no próximo jogo. O próximo é a Libertadores, então tem que ser. Caso não saia, pensarei no próximo até sair. Mas o gol tem que valer, se é que você me entende, e pode ter certeza que tenho me preparado para quando essa bola sobrar, eu fazer o gol.

Já imagina uma nova final?

Imagino, é por isso que eu estou aqui. Estou aqui para ser campeão de novo.

Vocês (jogadores) sentem o Inter contestado?

Não nos importa o que os outros falam. Nem para o bem, nem para o mal. Podem dizer que eu sou ruim, que o outro é bom, que é ruim. Sabemos muito bem do nosso trabalho, que temos condições e o que falam fora não melhorará o que fazemos aqui.

A bagagem ao longo da carreira faz levar com maior tranquilidade críticas e elogios?

Também, cara. Levamos muita pancada, todo dia. Hoje ficou mais fácil xingar quando o mais bonito seria elogiar. É normal, do ser humano. Com o tempo, você caleja. Sei que quando ganhar, as coisas não mudarão, assim como se perder. Tenho que manter a seriedade, tranquilidade para saber que tudo ocorre por um motivo. Se fizer bem, teremos coisas boas, como se fizer mal, teremos coisas ruins. Por isso a minha tranquilidade. Sei que estou no caminho certo.

Rafael Sobis repete o gesto de 2006 e corre com a bandeira do Inter no bicampeonato da Libertadores — Foto: Alexandre Lops / Inter, DVGRafael Sobis repete o gesto de 2006 e corre com a bandeira do Inter no bicampeonato da Libertadores — Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG

Rafael Sobis repete o gesto de 2006 e corre com a bandeira do Inter no bicampeonato da Libertadores — Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG

O que mudou, além do lado estético (cor do cabelo, aparelho nos dentes, tatuagens), neste período entre 2006 até hoje?

Muda futebolisticamente, o estilo de jogar, a idade chega. Porém, vem a inteligência, você se conhece muito melhor. Sei o que é bom para mim, a hora que posso fazer certas coisas e quando não posso. Então acho que melhorei muito. Não troco o hoje, os 33 anos que tenho, pelos 18, 20 que tinha. Hoje eu vejo a vida de outra maneira e consigo levar ao campo.

Você tinha o Fernandão como parceiro e espelho lá no começo da carreira. O que você tem hoje dele e que passa aos garotos, muitos na primeira disputa de Libertadores?

No geral, eu passo o que vivi, busco ajudar na convivência, mostrar os caminhos. Eu já estive no lugar deles e depois estarão no meu e passarão a outras pessoas. Tento passar conhecimento, mas que, acima de tudo, sejam boas pessoas. O futebol acaba, mas a vida segue.

É mais gostoso este momento em que você é quase um mentor dos companheiros?

Não digo nem pelo mentor. Não sei explicar, mas você aprende muito na vida. Você tem decepções, alegrias e aprende que há situações em que não precisa ter pressa. As coisas ocorrem. Então eu me sinto jovem para a vida, mas experiente no futebol por tudo o que eu vivi. Sei a minha importância e que posso ajudar outras pessoas a trilhar um caminho melhor no futuro para que não se arrependam depois.

Sobis na Libertadores

Clube Ano Jogos Gols Assistências
Inter 2006 8 3 1
Inter 2010 3 1
Inter 2011 5 1
Fluminense 2012 9 1 1
Fluminense 2013 7 1
Tigres 2015 12 4 4
Cruzeiro 2018 4 1

Quem foi seu grande parceiro nesta caminhada?

Você tem dúvida? Fernando Lúcio. Foi o cara que eu mais aprendi, e que até hoje, mesmo sem estar presente é um cara que me ensina muito. Tudo o que ele me falou ocorre hoje.

É também uma motivação lembrar dele quando entra em campo?

Se ele estiver vendo, claro. Mas no dia a dia, não só no clube. Do mesmo jeito que penso em orgulhar meus pais, ele (Fernandão) faz parte disso. Eu penso em dar orgulho aos meus irmãos, minha família, a pessoa que está comigo, os meus filhos e ele também se insere neste contexto.

O ombro está pronto para carregar mais uma bandeira?

Pronto está, mas não tenho mais força. Só se me derem a do escanteio. Aí eu consigo! A foto (no retorno) foi mais pelo vivido, que marcou muito a história. Mas não foi pensado. Talvez por isso tenha marcado tanto. Hoje se eu for campeão, pegar uma bandeira e sair correndo não terá o mesmo impacto. O importante é ser campeão. A comemoração nós vemos na hora.

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