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Estado tem a mesma espécie de gafanhoto da Argentina, mas sobre equilíbrio, explica Ricardo Felicetti – Rádio Uirapuru

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Estado tem a mesma espécie de gafanhoto da Argentina, mas sobre equilíbrio, explica Ricardo Felicetti   Rádio Uirapuru

Na última semana, o avanço de uma nuvem de gafanhotos colocou as autoridades argentinas em alerta. O governo do Rio Grande do Sul também segue monitorando a proximidade da nuvem.

Participando do Uirapuru Ecologia do último sábado (27) o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Ricardo Felicetti, disse o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) fez um controle dos insetos e a mobilidade da nuvem foi reduzida, em função do frio e das chuvas que ocorreram.

Explicou que o fenômeno se dá com a combinação do clima seco e altas temperaturas. Ainda segundo Felicetti, a origem da nuvem é do deserto do Chaco, fronteira do Paraguai com Argentina e Bolívia.

O gafanhoto se alimenta de diversas espécies vegetais, praticamente todas as culturas que são praticadas pelo ser humano são afetadas, pois todas são suscetivas à alimentação do gafanhoto. O engenheiro explica que o inseto tende a viver um ano e que o ciclo de vida do inseto é relativamente curto, mas pela capacidade de proliferação de novos descendentes ele pode causar estragos.

Para gerar uma nuvem de gafanhotos dessa proporção, uma população de insetos foi se alimentando e crescendo, gerando novos descendentes até chegar ao número maciço, explica o agrônomo. Após começar a fase de dispersão da nuvem para outras áreas.

De acordo com Felicetti, o uso inadequado de agrotóxicos, causa desiquilíbrios e acaba não controlando de forma efetivo. Disse que a não utilização correta dos agrotóxicos pode afetar os inimigos naturais, afetando toda a cadeia e a ecologia do ambiente, causando assim todo o desiquilíbrios que estamos vivenciando. Ressaltou que o cuidado com o meio ambiente é essencial para preservar os potenciais predadores e evitar o equilíbrio.

Disse que o estado já tem esse tipo de gafanhoto, mas não em uma escala tão forte capaz de gerar uma nuvem devastadora. Ainda disse que a que a chace da nuvem chegar nas atuais condições são remotas, mas ainda há probabilidade e por isso o estado precisa ficar em alerta.

Ouça a entrevista com o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da SEAPDR, Ricardo Felicetti:

Fonte: rduirapuru.com.br/meio-ambiente/estado-tem-a-mesma-especie-de-gafanhoto-da-argentina-mas-sobre-equilibrio-explica-ricardo-felicetti

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