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Governo libera R$ 224 milhões para assistência de venezuelanos no Brasil

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Para lidar com o êxodo de venezuelanos, o governo brasileiro liberou quase R$ 224 milhões destinados à assistência emergencial e acolhimento humanitário desses imigrantes.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, passou a manhã inteira com o presidente Jair Bolsonaro. Recebiam informes da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência. Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores deu o tom de cautela.

“Precisamos ver a dimensão disso. E o Brasil, evidentemente, desde o começo, apoia o processo de transição democrática e espera que os militares venezuelanos sejam parte desse processo de transição democrática”, disse.

No início da tarde desta terça, o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio do Rêgo Barros, disse, em nota, que “O Brasil acompanha com grande atenção a situação na Venezuela e reafirma o irrestrito apoio ao seu povo que luta bravamente por democracia”. Afirmou ainda: “Exortamos todos os países, identificados com os ideais de liberdade, para que se coloquem ao lado do presidente encarregado Juan Guaidó na busca de uma solução que ponha fim na ditadura de Maduro, bem como restabeleça a normalidade institucional na Venezuela.”

O ministro Augusto Heleno chegou a dizer que “o movimento de mais cedo na Venezuela deu um rastro de esperança”, mas depois declarou que não ficou evidenciado que o governo de Nicolás Maduro perdeu.

“Ele (Maduro) está evidentemente mais enfraquecido do ponto de vista de apoio popular, mas do ponto de vista de apoio de tropa, de apoio militar, ainda não ficou evidente esse enfraquecimento”, observou o general Heleno.

Hamilton Mourão, vice-presidente, avaliou que Juan Guaidó partiu para o tudo ou nada e que a situação na Venezuela chegou a um ponto sem retorno.

“O Guaidó e o Leopoldo López foram para uma situação que não tem mais volta, não há mais recuo. Depois disso aí, ou eles vão ser presos ou o Maduro vai embora”, afirmou.

O governo publicou, em edição extra do Diário Oficial, uma medida provisória, abrindo crédito suplementar para o Ministério da Defesa. Quase R$ 224 milhões destinados à assistência emergencial e acolhimento humanitário de pessoas vindas da Venezuela.

No fim da tarde desta terça, o presidente Jair Bolsonaro informou que a embaixada brasileira em Caracas estava recebendo pedidos de asilo.

“Uma informação que eu tive há pouco, que carece de confirmação, que um grupo de uns 30 militares venezuelanos estariam lá na nossa embaixada para pedir asilo”, disse.

O porta-voz confirmou que o governo brasileiro aceitou 25 pedidos de asilo.

“São 25 militares, com as patentes entre tenente e soldado. Então, não existem militares de alta patente neste primeiro grupo que solicitou esse asilo”, afirmou.

No início da noite desta terça, Jair Bolsonaro disse que a situação da Venezuela preocupa a todos, que qualquer hipótese será decidida exclusivamente pelo presidente da República, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional. E que o governo segue unido, juntamente com outras nações, na busca da melhor solução que restabeleça a democracia no país vizinho.

Pouco depois, o presidente da Câmara citou artigos da Constituição e disse que ela precisa ser respeitada. Rodrigo Maia afirmou que a Constituição determina que é competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar uma declaração de guerra pelo presidente da República.

fonte: G1.com

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