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Hérnia inguinal – comentário do Dr. José David Kartabil

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A hérnia inguinal corresponde a 75% de todas as hérnias abdominais . Geralmente, ocorre em pacientes do sexo masculino. Ela aparece na região da virilha, (zona de junção entre a coxa e a parte inferior do abdome) onde existe uma abertura natural por onde passam os vasos e nervos para os testículos, a transformando em uma área mais frágil, levando a uma protrusão de conteúdo da cavidade abdominal, normalmente parte do intestino, pelo canal inguinal. Este tipo de hérnia é 25 vezes mais comum em homens do que em mulheres. São divididas em diretas e indiretas. Hérnias grandes ou volumosas podem descer em direção aos testículos e são chamadas de hérnia inguinoescrotal.

Alguns pacientes já nascem com a hérnia, mas a doença só se manifesta na idade adulta, com a fraqueza da musculatura.

O paciente com hérnia inguinal se queixa de abaulamento nesta região, com dor discreta, piora com o esforço abdominal (tosse, evacuação, exercício, levantar objetos pesados). Ao exame clínico percebe-se o abaulamento da região inguinal, que fica mais evidente quando o paciente aumenta a pressão abdominal por solicitação do médico. Em alguns casos precisamos de exames complementares para diagnóstico (principalmente o ultrassom).

Hérnias inguinais muito pequenas ou muito grandes raramente complicam. O risco maior está nas hérnias de tamanho intermediário, porque o intestino sai pelo orifício e não consegue voltar. Sofre um encarceramento. Quando a hérnia encarcerada obstruiu o suprimento sangüíneo, e aquele segmento intestinal gangrena, fica necrosado (Hérnia Estrangulada), essa é uma situação de emergência, necessitando de cirurgia, independente da condição clínica do paciente, já quando a hérnia é pequena ou muito grande permitem programar a melhor data para a cirurgia.

Os sinais e sintomas de uma hérnia estrangulada são:

• Náuseas e/ou vômitos.

• Febre.

• Dor súbita que se intensifica de forma rápida.

• Uma hérnia que se torna vermelha, roxa ou escurecida.

• Interrupção das evacuações e da eliminação de gases intestinais.

• Irritação e choro persistente nos bebês.

Inúmeras outras patologias entram no diagnóstico diferencial, as mais comuns, são hidrocele, varicocele, tumores testículos, orquiepididimite, aneurisma.

O único tratamento definitivo para a hérnia inguinal é a correção cirúrgica, chamada de herniorrafia ou hernioplastia. A correção cirúrgica da hérnia inguinal é uma das operações mais comuns, responsável por mais de 20 milhões de procedimentos por ano em todo o mundo, o paciente pode optar por um simples acompanhamento médico, sendo devidamente orientado de forma a saber reconhecer os sintomas do encarceramento . Em geral, 1/3 dos pacientes em conduta conservadora acaba precisando operar dentro de 4 anos.

Ninguém mais discute que, quanto menor a hérnia, maior o sucesso do tratamento cirúrgico. Se ela crescer muito, os tecidos se tornarão frágeis, a dissecção do saco herniário será trabalhosa e, como consequência, haverá mais inchaço (edema) e mais desconforto no pós-operatório.

Vale reforçar que a cirurgia é o único tratamento eficaz para as hérnias e o portador se beneficiará se procurar atendimento médico numa fase precoce da doença.

Hoje além da técnica aberta, dispomos também da técnica de correção da hérnia por video-laparoscópica , com menor tempo de recuperação, menor desconforto pós-operatório e é claro com melhor aspecto estético.

fonte: www.kartabiluro.com
Dr. José David Cartabil, atende junto ao CIS, Centro Integrado de Saúde, urologia em geral, cálculos e cólicas renais, disfunção erétil, doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias minimamente invasivas, procedimentos médicos e de urgência clínicos e cirúrgicos.Dr. José David Cartabil UrologistaTelefone (054) 3343-1020, atendimento também em Machadinho na Clínica Machadinho pelo telefone 3551-1211.Formou-se em Medicina em 1994, na Fundação Universidade do Rio Grande (FURG). É oficial da Reserva do Exército, onde trabalhou como Médico na Amazônia. Após esse período, em 1996 e 1997, fez especialização em Cirurgia Geral, no Hospital Santa Rita. Em seguida fez Especialização em Urologia na Santa Casa de Belo Horizonte. Em 2000 entrou como Assistente Adjunto no Serviço de Urologia do Grupo Hospitalar Santa Casa e em seguida Assistente Efetivo, além de preceptor e coordenador Adjunto do Serviço de Urologia, credenciado Pleno pelo MEC e SBU, onde ajudou na formação de inúmeros residentes até o final de 2017.Fez curso em laparoscopia em Goiânia em 2006. Também participou do Serviço de transplante Renal da Santa casa, até 2009, tendo feito treinamento em transplante no Hospital do Rim, em São Paulo. Além disso, realizou cursos de endourologia (Nefrolito Percutânea, Ureterorenoflexível à Laser) e micro-cirurgia urológica no Centro de Ensino e Pesquisa em Cirurgia (CEPEC/USP).Pós-graduação em Cirurgia Robótica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FELUMA), incluindo o observership na Universidade de Miami.Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, aprovado como especialista em 2003, onde foi tesoureiro da seccional De Minas Gerais, em dois mandatos consecutivos.Faz parte como membro da Sociedade Americana e Européia de Urologia e da Confederación Americana de Urologia.
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