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Machadinho tem Escolas Estaduais aderindo ao movimento de greve

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Após as tratativas de governo a nível estadual e deliberações apresentadas na última semana, o funcionalismo público está mobilizado e aderindo ao movimento de greve geral.

Em Machadinho, a Escola Estadual de Ensino Médio Castro Alves que é a escola no município com maior número de alunos matriculados em nível de Estado, decidiu aderir ao movimento de paralisação. As aulas estão suspensas deste a última quinta-feira (14). De acordo com a Diretora Lisiane Ventura Furlaneto, a decisão foi tomada a partir de uma discussão madura entre professores e funcionários. Para ela a greve nunca é a melhor opção, mas neste momento é necessária “estamos falando dos direitos adquiridos ao longo dos anos, não nos tirem nossos direitos” ressaltou Lisiane.

Conforme a direção, a Escola está preocupada com a continuidade do ano letivo e que o aluno não fique prejudicado com a paralisação. Lisiane destacou que a Administração Municipal ofertará o transporte público em datas posteriores, conforme ajuste no calendário  para a recuperação das aulas. A solicitação é para que a comunidade escolar compreenda a necessidade do movimento e apóie a causa.

Os professores, direção e funcionários estarão durante esta semana discutindo o momento, analisando o cenário atua, pensando a escola e o aluno além de estar programando as atividades para o próximo ano. A escola permanece com atendimento normal, nos três turnos para dar continuidade aos trabalhos de secretaria e organização.

Para a professora Caren Benedeti Brandão, a paralisação representa a luta da categoria para mostrar a comunidade todo o descaso com os professores. Conforme ela, o cenário atual impacta diretamente o município como um todo. Na categoria de professores, há 47 meses os salários vem sendo parcelados e professores ainda não receberam a totalidade do salário do mês de setembro. Por isso, Caren destacou que o impacto vai além da educação, atingindo inclusive o setor econômico que depende do salário para pagar o mercado, farmácia, aluguel, etc. Para ela em cidades pequenas como Machadinho é compreensível a renegociação dos gastos mensais, mas em grandes cidades isso é quase impossível, por isso a causa é de todos e não é justo que os diretos adquiridos sejam retirados.

Na Escola Castro Alves a paralisação ocorre por tempo indeterminado até que as reivindicações sejam analisadas. Na próxima sexta-feira haverá uma nova reunião para avaliar a semana e tratar novos rumos.

A equipe do portal Destaque News, conversou com a Diretora da Escola Estadual Getúlio Dorneles Vargas, Leoni Schuwab, que salientou que a Escola está com suas atividades paralisadas durante esta segunda-feira. Para ela o pacote do governo do estadual é desumano, “como se não bastasse os salários atrasados e sem aumento á cinco anos, ele ainda propõe essas mudanças que reduzem os salários e retiram pequenas vantagens conquistas com muitas lutas” afirmou. Para ela paralisar, é não cruzar os braços e rejeitar a proposta do governo que planeja desmontar o ensino médio estadual. Ainda hoje a equipe da Escola se reunirá para definir os próximos passos.

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