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Mandados de prisão revelam suspeitos de matar pai e filho em Estância –

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Conforme antecipado pelo Jornal NH na última quinta-feira, o assaltante de preto é da Vila Palmeira, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, e o de camisa rosa estava morando a poucas quadras do comparsa, na Vila Brás, bairro Santos Dumont, em São Leopoldo. D. S. M. 20 anos, já condenado por roubo à mão armada, e o amigo R. S., 19, também com antecedentes criminais, são apontados como autores do assalto à Ótica Elaine, no Centro de Estância Velha, no último dia 10, que resultou na morte do dono e do filho. A Polícia Civil, que mantém sigilo absoluto nas investigações, não confirma os nomes. Sequer admite haver suspeitos. Mas a reportagem teve acesso aos mandados de prisão. A dupla teria fugido para o litoral.

A caçada policial aos suspeitos, que começou dois dias após o crime, tumultuou a rotina no entorno do limite entre as duas cidades. Escondidos em casas de parentes nas imediações e com os rostos estampados por toda parte em razão das imagens do assalto, D. e R. tiveram que fugir não só para escapar da prisão, como também da morte, pois passaram a ser ameaçados pelos traficantes da área. Também apagaram os perfis no Facebook.

NEGÓCIOS

“Eles atraíram muita polícia para cá e isso irritou os donos das bocas de fumo, que tiveram os negócios prejudicados. O pessoal fala que se mandaram para a praia”, conta um morador da Brás. Davi teria levado a namorada, com quem tem uma filha pequena. “Já começaram a pagar pelos pecados, porque não é fácil a pressão que tomaram dos traficantes e agora têm que se virar em outro lugar, praticamente sem dinheiro, pois duvido que conseguiram vender as joias roubadas”, comenta um informante da vila.

 

Assalto, semiaberto e prisão domiciliar

D. é condenado do regime semiaberto por roubo à mão armada no Centro de São Leopoldo. Em 13 de fevereiro deste ano, ganhou direito à chamada prisão domiciliar com uso da tornozeleira eletrônica, mas a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) não confirma se ele chegou a usar o equipamento. O crime aconteceu na noite de 29 de agosto de 2017, quando D. e um comparsa renderam um motorista na Avenida Mauá, roubaram um Astra e foram presos em flagrante com o veículo.

“ARREPENDIDO”

Na audiência, D. se disse “arrependido”. Declarou ao juiz que é uma pessoa trabalhadora e que agiu por impulso. A sentença saiu em agosto do ano passado. Foi de cinco anos e quatro meses no semiaberto. Os réus recorreram ao Tribunal de Justiça, que confirmou a condenação no dia 27 de fevereiro deste ano, 14 dias depois de terem sido mandados para casa pela Vara de Execuções Criminais (VEC) Regional de Novo Hamburgo.

Tatuagem maquiada

Tatuagem foi maquiada
Em imagem aproximada, a tatuagem na mão esquerda de R. não aparece. Além de possível distorção técnica no vídeo, a suspeita é que tenha usado base de maquiagem para cobrir os sinais.

Carro de suspeito foi apreendido na vila

R. vinha usando uma Fiat Strada como se fosse sua. Era roubada, com placas clonadas de um veículo em situação regular. Mas os traficantes da Brás, contrariados com a caçada policial em razão do latrocínio, confiscaram a picape. Ela ficou trancada na rua, na frente de uma oficina mecânica. A Brigada Militar apreendeu a Strada na madrugada do último dia 14, com a informação de que havia drogas e armas no veículo. A carga, porém, não foi encontrada. Já teria sido retirada.

E os outros envolvidos?

Ele não aparece nas imagens chocantes do latrocínio (roubo com morte) na joalheria. Mas participou ativamente do crime, como olheiro e motorista. É o terceiro envolvido. A principal pista da Polícia para chegar ao sujeito oculto seria o celular esquecido no Focus abandonado na BR-116, em São Leopoldo. E pode haver um quarto participante, considerando que, na fuga, foram usados dois carros.

O crime



Descrição da foto: Leomar Canova e Luiz Fernando Canova eram pai e filho e foram brutalmente assassinados durante assalto

Por volta das 9 horas do último dia 10, dois homens bem vestidos entram na joalheria, na Rua Portão, no Centro, e logo avisam que é assalto. São rendidos a dona, Elaine Canova, 54. o marido e sócio, Leomar Canova, 59, o filho Luís Fernando Canova, 35, e uma funcionária.

Enquanto o bandido de camisa rosa manda as mulheres recolherem joias no balcão, o comparsa de preto vai com Leomar e Luís Fernando ao escritório. Em seguida, aparecem pai e filho reagindo já na parte da frente, onde são alvejados pelos dois assaltantes.

O de preto sai correndo sem levar o que havia recolhido, mas o de rosa, com muita frieza, ao lado dos corpos, manda as mulheres entregarem a sacola em que havia mandado encher de joias, avaliadas em R$ 350 mil. Os dois embarcam em um Honda City cor chumbo. O carro, roubado em Porto Alegre, é abandonado na Rua Ceará, bairro Rincão, em Novo Hamburgo.

Por volta das 11 horas, os bandidos deixam um Focus prata, também roubado, em rua lateral à BR-116, na área central de São Leopoldo. A Polícia Rodoviária Federal encontrou o veículo ligado e um celular. Imagens mostram que três homens descem do carro e um de camisa rosa vai na direção do Centro.

A comoção, em meio a clima de revolta com a insegurança, foi traduzida nas palavras de Leonardo Canova, 25. “Meu pai e meu irmão não suportaram mais um assalto. Isso cansa. Reagiram por uma sensação de esgotamento”, comentou ele, ao recordar que todas as relojoarias da família na região já foram atacadas. “É difícil dizer o que sentimos num momento desses. Estou mais preocupado com minha mãe, que viu tudo”, destacou.

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