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O cenário é de “escassez de vacinas” nos próximos dois meses, alertam secretários de saúde

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A baixa cobertura vacinal no País na segunda onda da pandemia de covid-19 é uma das principais preocupações de Estados e municípios. Em audiência púbica no Senado nesta quinta-feira (22), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) apontaram a necessidade de aumento no orçamento para garantir o enfrentamento da pandemia, principalmente diante da previsão de um cenário de escassez de imunizantes para os próximos meses.

“Eu acho que a gente tem um cenário difícil, dificílimo. Para os próximos dois meses a gente deve ter um cenário de escassez de vacinas, isso é preciso ser dito. A gente não sabe o que vai acontecer com a Índia, onde há um recrudescimento muito grande da doença, que é o maior exportador de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), a gente não sabe o que pode acontecer”, disse Carlos Eduardo Lula, presidente do Conass.

A média de quase 3 mil mortes e de 63 mil novos casos é considerada preocupante, mesmo com uma pequena redução na última semana, e o número de pessoas internadas com a doença é alto. Por outro lado, a avaliação é que o País tem capacidade de vacinar 3 milhões de pessoas por dia, mas o que falta é o insumo.

“Com relação à temática vacina, o que falta é vacina. O cronograma apresentado sempre é reduzido pra baixo. Nunca temos a obediência desse cronograma como deve acontecer”, afirmou o presidente do Conasems, Wilames Freire.

A questão orçamentária é considerada crucial neste momento. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falta de planejamento do governo federal, que não reservou dinheiro para o enfrentamento da pandemia da covid-19 em 2021. Na audiência, representantes do tribunal explicaram que o processo ainda depende de uma decisão dos ministros. Técnicos do TCU defendem um orçamento separado para o combate à covid.

“A falta de uma rubrica específica para covid, assim como nós tínhamos no orçamento de guerra no ano passado, é algo que preocupa”, disse o secretário de controle externo do TCU, Marcelo Chaves Aragão.

“Kit intubação”

Além disso, foi destacada a crise de fornecimento do “ kit intubação” para pacientes internados com coronavírus. Segundo o Conasems, o aumento de 19 mil leitos de UTI para covid neste ano impactou no consumo de medicamentos e na necessidade de mais profissionais.

Foi detectado um número maior pacientes jovens, obesos e que precisam mais oxigênio e medicação. Também houve diminuição de internações de pacientes com mais de 80 anos e de profissionais de saúde, que já foram vacinados.

O coordenador-geral de Controle de Sistemas e Serviços de Saúde do Ministério da Saúde, Josafá dos Santos, garantiu que o governo federal tem feito o possível para o enfrentamento da pandemia.

Segundo dados do ministério, das 27 unidades da federação, 19 ainda estão com taxa de ocupação de leitos acima de 80%. Os Estados do Ceará, Santa Catarina e Espírito Santo têm ocupação mais elevada. Uma redução na ocupação dos leitos foi percebida em parte pela abertura de nova unidades, assim como na diminuição da internação de casos graves.

“O ministério vem fazendo a parte ele, medindo todos os esforços para que não faltem leitos de UTI”, afirmou o coordenador.

Distribuição de vacinas

Senadores também indagaram sobre o estoque de vacinas ainda não aplicadas nos municípios. Segundo os representantes dos secretários de saúde, existe uma “confusão” em relação ao assunto, porque a reserva é feita conforme orientação do Ministério da Saúde para aplicação da segunda dose.

O secretário de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, questionou a diferença no número de doses de vacinas enviadas ao Estado. Segundo ele, enquanto outros Estados da região Norte receberam cerca de 80% das doses do grupo prioritário, Rondônia recebeu apenas 65%. Haveria um déficit de 69 mil doses.

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou na audiência que “não vai faltar dinheiro” para o combate à pandemia. O Senado aprovou projeto que autoriza Estados e municípios a usarem R$ 26 bilhões disponíveis nos fundos estadual e municipal de Saúde que sobraram do ano passado. A Câmara ainda irá analisar a proposta.

“São quase 26 bilhões, que podem ser gastos em 2021 pelos prefeitos e também pelos secretários estaduais de saúde”, disse o senador.

ACESSE NA FONTE
Autor: O SUL

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