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O governo gaúcho vai alterar dois dos 11 critérios que servem de referência para o sistema de distanciamento controlado

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A partir de avaliações por parte de especialistas ligados a órgãos como a SES (Secretaria Estadual da Saúde), o governador Eduardo Leite anunciou nesta quarta-feira (20) que o chamado “distanciamento controlado” passará por ajustes em dois dos 11 indicadores utilizados para calcular o risco de cada região no que se refere à pandemia de coronavírus. As mudanças serão adotadas a partir do dia 30 de maio.

O cálculo de risco, em vez de usar todos os casos confirmados pelos testes rápidos do tipo “RT-PCR” aplicados no Estado, considerará apenas o número de casos confirmados de pacientes internados com SRAG (síndrome respiratória aguda grave) e o local de residência. Isso porque, na avaliação do governo, os dados de hospitalização são mais estáveis.

“Primeiro porque não há tanta variação entre os municípios ou as regiões que testam mais ou menos, corrigindo possíveis distorções, e também para que não se gere uma eventual diminuição da testagem em algum local – o que vai contra a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde)”, ressaltou o site oficial www.estado.rs.gov.br.

Além disso, os casos confirmados de coronavírus de pacientes internados têm notificação compulsória, sendo obrigatória às autoridades, diferentemente da testagem de pessoas não internadas.

“Estamos analisando constantemente como o entendimento do modelo se dá nos municípios e o quanto esses indicadores interferem nos resultados finais para termos o resultado mais fiel ao que efetivamente está acontecendo no Rio Grande do Sul e para termos um modelo que funcione e tenha eficácia”, argumentou Leite.

“É uma questão de transparência. Sempre dissemos nas nossas lives o que estamos fazendo, explicamos por que mudamos a forma de fazer e facilitamos o acompanhamento das ações e das mudanças. Neste sábado [23], vamos calcular no mesmo formato que vinha sendo feito, mas para a próxima semana [bandeiras com validade de 1º a 7 de junho], faremos essa alteração, esse aperfeiçoamento.”

Detalhes

Desde o lançamento do Distanciamento Controlado, o risco de cada uma das 20 regiões é calculado a partir de dois grupos, que têm pesos iguais: propagação de coronavírus (50%) e capacidade de atendimento (50%), que somam 11 indicadores.

No caso da propagação, o governo já vinha considerando casos confirmados somente por testes do tipo RT-PCR, para evitar distorções entre regiões que pudessem testar mais e porque os testes rápidos não representam a mudança de uma semana para outra.

Entretanto, os primeiros dias de vigência do modelo mostraram que o teste RT-PCR também pode gerar, eventualmente, uma distorção por uma diminuição da testagem em municípios ou regiões.

Assim, o governo do Rio Grande do Sul decidiu passar a levar em conta somente os casos confirmados de SRAG pelo local de residência dos pacientes internados. Com isso, dois dos 11 indicadores serão impactados:

– Velocidade do avanço, que mede o número de novos casos confirmados em relação aos casos anteriores;

– Incidência de novos casos na população, que mede os novos casos nos últimos sete dias para cada 100 mil habitantes.

ACESSE NA FONTE
Autor: O SUL

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