Home Destaque Primeiro dia de júri de ataque a judeus em Porto Alegre tem depoimentos de vítimas, testemunhas e réu

Primeiro dia de júri de ataque a judeus em Porto Alegre tem depoimentos de vítimas, testemunhas e réu

6 Primeira leitura
Comentários desativados em Primeiro dia de júri de ataque a judeus em Porto Alegre tem depoimentos de vítimas, testemunhas e réu
0
206

Sessão foi até por volta de 22h45, e será retomada na sexta-feira (22). Seis testemunhas e um réu foram ouvidos, além das vítimas. Três pessoas são julgadas pelas agressões, ocorridas em 2005.

Teve início na manhã desta quinta-feira (21) o julgamento popular de três acusados de atacar um grupo de judeus no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, em 2005. O primeiro dia do terceiro júri do caso – o primeiro teve três condenações e o segundo foi cancelado – teve depoimento das vítimas do crime, de seis testemunhas (três de de acusação e três, de defesa), e de um dos réus.

O júri dos réus Daniel Vieira Sperk, Marcelo Moraes Cecílio e Leandro Comaru Jachetti havia sido cancelado, em novembro do ano passado, depois dos jurados manifestarem interesse em ouvir uma nova testemunha – um homem que chegou a ser réu, mas foi excluído do processo.

Eles são apontados pelo Ministério Público como os responsáveis por espancar e esfaquear uma das vítimas do ataque que aconteceu há 14 anos. O crime aconteceu na frente de um bar, na Capital. Um grupo de neonazistas agrediu três jovens judeus, identificados pelo quipá, o chapéu judaico. Um deles ficou internado por semanas no hospital.

Por volta das 9h30, foi feito o sorteio dos jurados e a sessão foi iniciada com o depoimento das vítimas. Alan Floyd Gisztejn narrou o ataque.

“Saí correndo logo que fui agredido. Fugi do bar. Fiquei na Rua Sofia Veloso. Respirei um pouco. No que eu voltei, vi o Rodrigo sendo agredido. Só não sabia que ele estava sendo esfaqueado”, relembrou.

Ele contou no júri também que ficou com medo de uma nova agressão, e que só voltou a usar o quipá durante uma viagem a Israel.

A segunda vítima, Rodrigo Fontella, passou por situação parecida, conforme seu depoimento. “Depois deste fato eu fiquei paranoico, com medo de sair (…) Hoje eu só quero que tenha justiça”, disse.

Testemunhas

Terminados os depoimentos das vítimas, foram ouvidas as testemunhas de acusação. Um médico que ajudou os agredidos informou ao júri que os réus seguiram com as agressões mesmo sem reação.

Outra testemunha, uma advogada e professora que também presenciou o crime, descreveu as roupas dos acusados. “Eu estava no bar, eles estavam todos caracterizados. Não existe um judeu no mundo que não reconheça um skinhead”, disse.

A sessão teve uma pausa, e retornou por volta das 20h para o interrogatório das testemunhas de defesa. Um professor de artes marciais, que deu aula para Leandro Comaru Jachetti, foi convocado pelos advogados dele para prestar seus esclarecimentos.

A companheira de Jachetti e um familiar de Marcelo Moraes Cecílio também falou pela defesa.

Primeiro réu a depôr

Quase às 21h, teve início o depoimento do primeiro réu no caso, Marcelo Moraes Cecílio. Nos primeiros instantes, ele confirmou que esteve no bar, para o aniversário de conhecidos. Relatou que foi ao banheiro e, quando saiu, o lugar já estava vazio, e que não chegou a ver a briga.

Cecílio também disse não ter preconceito, e negou ter sido skinhead. Ao ser confrontado pela promotora, lembrando que ele disse em depoimento anterior ser skinhead, ele negou ter feito essa afirmação. O júri foi encerrado por volta das 22h45, e deve ser retomado com os depoimentos dos outros dois réus.

fonte: g1

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por admin
Carregar mais por Destaque
Comentários estão fechados.

Veja Também

PRF apreende 50 Kg de cloridrato de cocaína em Erechim

A Policia Rodoviária Federal, com posto em Erechim, realizou na noite desta quarta-feira, …